quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Cartomancia no Brasil

Cartomancia
A febre da aplicação do Tarô à cartomancia, na Europa, torna-se visível com Etteilla, na seqüência da divulgação do trabalho de Court de Gebelin (1775).
Etteilla, pseudônimo de Alliette, ora descrito como peruqueiro, ora como professor de álgebra, foi considerado por muitos como um oportunista. Tornou-se um dos mais ardorosos seguidores de Gebelin e se dedicou a promover suas idéias para acumular grande fama e fortuna.
Os desenhos do baralho do “Grande Etteilla” afastam-se das figuras simbólicas encontradas na maioria dos tarôs até então. Hoje em dia, é possível encontrar reproduções, das cartas originais de Etteilla, que parece ser sido um exemplo marcante de simplificação e popularização dos símbolos.



O baralho redesenhado sob a direção de Jean-Baptiste Alliette "Etteilla" (1738-1791)
revela claramente sua finalidade adivinhatória. Os significados das cartas
são reduzidos à umas poucas referências práticas, próprias à cartomancia:
"Doença", "Fortuna", "Nobre", "Homem Loiro"...

A prática popular da cartomancia, entretanto, já corria há muito por toda Europa, graças aos ciganos e sensitivos espalhados por toda parte. E, hoje em dia, todas as pessoas conhecem a utilização mântica do baralho (seja chamado de "tarô" ou de "jogo de cartas"), quer nos grandes centros urbanos, quer nas pequenas cidades.

Lazer e Cartomancia no Brasil
Na primeira metade do século passado, com o grande afluxo de imigrantes europeus e árabes, muito antes da TV e dos eletrônicos, os baralhos dominavam a cena dos jogos de mesa. Sua versatilidade de regras permitia entreter crianças, adultos competitivos, idosos dispostos aos passamentos, tantos nos lares, nos encontros familiares, como nos clubes.
Os jogos de baralhos eram e continuam sendo relativamente baratos e acessíveis, o que facilitava e facilita sua difusão.
Ao lado da utilização lúdica, o baralho comum aparece nas mãos de uma certa parcela de mulheres interessadas em outra vertente: ler a sorte pelas cartas.
 


Exemplo de um baralho comum, dos anos 40 ou 50, bem marcado pelo uso, com anotação dos
significados das cartas segundo a cartomancia popular: "Sucesso garantido pela ajuda de um
amigo", "Viagem de negócios", "Inimiga maledicente e invejosa", "União feliz, vantajosa"...
No Interior brasileiro, ainda é possível encontrar curandeiras, benzedeiras, paranormais, que utilizam o baralhos comuns, muitas vezes sobras dos jogos de carteado dos homens, para realizar seus trabalhos de ajuda e para fazer predições.
Sob a designação genérica de 'tarólogos' existem, entre nós, inúmeros praticantes que conciliam a cartomancia com uma visão simbólica mais ampla. Muitos deles são profissionais que dedicam exclusivamente ao atendimento de pessoas, combinando em diferentes graus e níveis, as previsões com o aconselhamento psicológico e existencial.
A história do baralho no Brasil ainda está por ser registrada como merece. E o Clube do Tarô oferece espaço para isso. Aguarda participações.



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