quarta-feira, 27 de abril de 2016

Mantra para crianças

Om Namo Bhagavate Vasudevaya
Esse é o grande mantra de doze sílabas que é amplamente praticado por muitas diferentes seitas hinduístas na Índia. Ele é conhecido como Mukti, ou mantra da libertação. Mesmo que suas visões filosóficas da verdade ou da realização sejam totalmente divergentes, todos aqueles que usam este mantra reconhecem o poder de sua fórmula espiritual.
O uso constante deste mantra acabe libertando-nos do ciclo do renascimento. A vinda a este planeta com o propósito de saldar débitos kármicos torna-se desnecessária. Casa um de nós atravessa esse oceano de renascimento, ou samsara, oceano que é incessantemente agitado por causas e efeitos enumeráveis dos habitantes do universo. Esses, em conjunto, criam a totalidade do karma nos planos de existência que vivemos antes, durante e depois de nascermos em um determinado corpo. O significado da libertação do renascimento é a verdadeira liberdade de escolha. Mas este mantra pode ser aplicado a outro contexto, que tenha relação com seu significado. Paradoxalmente, ao mesmo tempo que pode libertar seu próprio espírito dos padrões repetitivos negativos do renascimento ou do comportamento nesta vida, ele também pode ajudá-lo a preparar o caminho para a vida de outro espírito, de uma criança.
Vasuveda é o aspecto divino que existe no interior de cada pesso. A palavra invoca a comunhão do espírito, o Habitante Interior da pessoa com a onipresença das três qualidades da existência: Sat(verdade ou existência); Chit (qualidade da mente espiritual); e Ananda (êxtase), que existem em toda a criação. Essa comunhão traz as qualidades sublimes da consciência para uma forma específica: um corpo específico, uma pessoa específica.
Om é o prefixo. É o som seminal do sexto chakra ou chakra da fronte, onde as correntes de energia masculina e feminina se encontra. Om é o nome do estado de ser em que esse Habitante Interior (jiva, atman ou alma) está em comunhão com a substância divina que permeia tudo, o espírito de Deus.
Namo significa aqui “nome” ou, mais especificamente, “nome de”.
Bhagavate é um indivíduo específico que agora está em processo de se tornar divino. Pode ser ou uma pessoa recém-nascida ou um ser já desenvolvido espiritualmente. A pessoa dispõe-se a trazer esse espírito para dentro de um corpo físico.
Vasudevaya é o “habitante interior”. A substência divina, geradora e conhecedora de tudo, à parte mas não separada da substância divina que tudo permeia.
Apesar de ser um pouco complicado. esse é o sentido absolutamente perfeito da energia do mantra. O Sânscrito é basicamente uma língua cuja essência tem mais que ver com energia do que com significado. Um significado superficial universalmente muito mais atribuído do mantra é: “Om e saudações ao Habitante Interior, substância de Deus”.
Como você pode ver, o “habitante Interior” pode também referir-se a um bebê. Nas lendas espirituais em torno de Krishna, Vasudeva era o pai dele, o que fornece outro indício oculto do uso deste mantra para trazer esse espírito a um corpo físico como filho. Portante, se você deseja ter um filho e, especialmente, se deseja um filho por razãoes espirituais, como dar uma contribuição consciente a este mundo, empreenda a disciplina básica de quarenta dias com este mantra e concentre-se nas intenções espirituais que você tem para o seu filho. Fazendo isso, você estará ajudando a todos nós.

Mantra para obter clareza espiritual

Om Eim Hrim Shrim Klim Sauh
Sat Chid Ekam Brahma

Om é um prefixo que faz parte de muitos mantras. Ele representa a energia do chakra Ajna, o da fronte, onde as energias masculinas e femininas se unem e a consciência se torna una e holística.
Eim é o som seminal do princípio feminino conhecido como Saraswati. Esse princípio governa tanto o conhecimento espiritual como as atividades de educação, ciência, artes, música e a disciplina espiritual.
Hrim é o som seminal de Mahamaya, ou o véu da criação. Diz-se que a meditação com a mente focalizada neste som seminal acaba revelando ao praticante o universo “como ele é” e não como o vemos comumente. Isso ocorre porque a realidade como a vemos não passa de uma “convenção”entre todos nós, que foi passada de geração em geração. Os bebês, se pudessem se expressar, falariam do universo de uma maneira bem diferente. Eles acabam assimilando o que a humanidade“convencionou” e vivendo neste mundo de acordo com essas convenções.
Shrim é o som seminal do princiípio da abundância. Nela incluem-se alimentos, amigos, família, saúde e inúmeras outras coisas. E também, é claro, a prosperidade.
Klim é o som seminal com muitos significados. Nesse contexto, está referindo-se ao princípio da atração. Nesse mantra, está atraindo o fruto dos outros princípios para acelerar o processo meditativo do mantra.
Sauh é um princípio espiritual que atua através de uma das pétalas da chakra Ajna. É também um som que ativa Shakti.

Mantra para dissipar as forças negativas e obter proteção

Narasimha Ta Va Da So Hum
Narasinha é o princípio destruidor do que é aparentemente indestrutível. Ta é o som seminal (sem o “m”) da parte da perna entre o joelho e o tornozelo. Va é o som seminal (sem o “m” do segundo chakra) do centro genital. Da é um som para direcionar a energia para o deus supremo. So Hum sintoniza a mente com o ser divino interior.
De acordo com a sabedoria védica, sempre que influências maléficas, reinam sobre a Terra uma encarnação do Divino vem salvar a humanidade. Narasimha fou uma dessas encarnarções. Parece que havia um governante perverso tão poderoso que era invencível na guerra. Dizia-se que “Ele era invencível tanto durante o dia quanto à noite. Que não podia ser derrotado nem por homens nem por bestas. Que era invencível tanto em espaços fechados quanto em abertos”.
Vishnu, por misericórdia e compaixão, veio à Terra como Narasimha, um mistura de homem e leão. Narasimha aproximou-se da morada do tirano perverso e ficou à espera. Na hora do crepúsculo, entrou nela, encontrou o tirano e arrastou-o para a soleira da porta. Segurando-o firmemente, Narasimha começou a dizer: “É hora do crepúsculo, nem dia nem noite. Esta é a soleita da porta de sua casa, nem dentro nem fora. Não sou nem homem nem besta, mas uma mistura de ambos. Portanto, eu vou agora destruí-lo.” E cortou o tirano perverso em pedaçõs.
Desde então, Narasimha é invocado por quem seja se libertar de situações maléficas

Mantra Abundância

Om Shrim Maha Lakshmiyei Swaha
Om, como você deve lembrar, é o som seminal do sexto chakra, onde as energias masculina e feminina se encontram no centro situado na fronte. Com Om representa uma conjunção de vontade e som, ele é comumente usado como um prefixo a todos os tipos de mantras. Dos milhões de mantras que surgiram no Extremo Orientre nos últimos cinco mil anos, mais do que 95% deles começam com Om.
Shrim é o som seminal que corresponde ao princípio da abundância, representado pela deusa Lakshmi no panteão hinduísta. Comumente ela é vista sentada ou de pé sobre uma flor de lótus, extraordinariamente bela, com uma corrente de moeda escorrendo da mão. Atrás da mesa, elefantes brincam, com as tronbas erguida. O elefante é um símbolo tradicional da boa sorte e as trombas erguidas indicam uma tendência para conservar a boa sorte e não deixá-la cair no chão.
Maha significa “grande”. Neste contexto, denota tanto quantidade como qualidade. Quando falamos aqui na qualidade da abundância, estamos nos referindo à sua harmonia com o dharma ou lei divina. Abundância de qualquer outra espécie é mais um fardo do que uma bênção. Imagine, por exemplo, quealguém lhe dê de presente uma grande quantidade de dinheiro. Você tem então recursos financeiros em abundância – mas se o dinheiro foi roubado você pode ser envolvido no crime. O prefixo Maha tem a intenção de eviktar esse tipo de dificuldade.
Lakshmi, repetimos, é o princípio da abundância. Essa deusa é uma força feminina tão poderosa que o uso contínuo de seu nome sanscrítico gera grande energia criativa. Porém, mais simplesmente, ela é a personificação da abundância. Ela leva erguida atocha da prosperifade em todas as suas formas e para todos os seres.
Swaha, neste contexto, significa “Eu Saudo”. Também está relacionado com a manifestação da energia do chakra do plexo solar. Os mantras existem nas formas masculinas, femininas e neutra, Aqui, Swaha indica uma terminação feminina.
Este mantra pode ser usado para se obter abundância em quase todas as forma. Se puder, comprometa-se com um programa de quanrenta dias. É melhor reservar trinta minutos mais ou menos por dia para recitá-lo em silêncio. Das outras vezes, repita o mantra o mais freqüebntemente possível.
Quando tiver um problema relacionado com a abundância, lembre-se de que a natureza genérica do mantra fará imediatamente q]com que os chakras comecem a processor novos níveis de energia. A kundalini começará a transmitir a energia relacionada ao princípio que você estiver invocando com o mantra. Você estará atraindo energia de seu entorno espiritual, mas terá também de focalizar seus esforços mentais para ter clareza do que deseja. Com diz o ditado, “Devemos tormar cuidado com o que pedimos, pois podemos consegui-lo”.





Mantras Indianos

Mantras

A palavra mantra provém do sânscrito e tem muitas diferenças sutis de significado “instrumento da mente”“linguagem divina” e “linguagem da fisilogia espiritual humana” são apenas algumas de suas conotações. O mantra é um instrumento para curar os problemas que todos nós enfrentamos na vida. Como afirma o mestre místico sufi Vilayat Inayat Khan: “A prática do mantra literalmente amassa a carne do corpo com a repetição de sons. As células delicadas dos complexos feixes de nervos são submetidas a um martelar constante, um ataque à carne pelas vibrações do som divino”.
A prática do mantra pode ajudar você a se sentir mais calmo e energizado. Pode ajudá-lo a lidar com situações difíceis ou desagradáveis, propiciando uma idéia do que fazer ou ajudando-o a ter paciência e perspectiva para simplesmente deixar que as coisas aconteçam. Pode ajudá-lo a realizar seus desejos e transformar seus sonhos em realidade. O mantra é um método pessoal ativo e pacífico de enfrentar as situações que você deseja mudar. São fórmulas antigas de sons divinos registrados pelos antigos sábios da Índia e mantidos em confiança e segredos durante séculos, tanto na Índia como no Tibete.
Mas o mantra não é nenhuma panacéia. Não é o único nem o melhor meio de resolver todos os problemas humanos. Sua vida e seu karma – o efeito acumulado de todos os pensamentos e atos de muitas encarnações – são demasiadamente complexos para serem dominados inteiramente por algumas semanas de trabalho com fórmulas espirituais, por mais poderosas que elas possam ser. Mas a prática do mantra pode solucionar totalmente muitos dos problemas que enfrentamos e proporcionar alívio considerável a outros.

A prática de mantras pode ajudar você a lidar com os problemas e necessidades materiais da vida. Todos nós queremos ou necessitamos de algo, ou desejamos realizar mudanças em nossa vida. Algumas pessoas querem encontrar um parceiro. Outras estão em busca de um novo trabalho ou carreira. Muitos de nós já tivemos problemas de saúde ou conhecemos alguém que tenha. Todos nós passamos por dificuldades financeiras em uma ou outra fase da vida. Temos desejos que podem ser tão simples como a compra de um carro novo ou tão complexo como aparar as arestas nas relações familiares.
Muitos de nós também queremos ajuda para lidar com emoções e conflitos interiores. Deparamo-nos com situações que provocam reações automáticas que gostaríamos de evitar. Ficamos frustrados, tristes, furiosos e enciumados. Às vezes, nossas reações podem ser mais problemáticas do que as situações que as provocaram. Algumas palavras ditas com raiva podem causar danos enormes a uma relação de amizade ou de amor. A depressão pode tornar-se tão profunda que afasta todos e tudo de nós. Os anseios e as obsessões nos isolam. A prática dos mantras pode ajudá-lo a obter clareza tanto com respeito ao propósito da sua vida quanto de si mesmo.
Às vezes, gostaríamos simplesmente de poder ajudar os outros, mas não sabemos exatamente como. Um membro da família ou colega de trabalho passando por alguma dificuldade, ou gostaríamos de poder dar uma contribuição para melhorar a comunidade ou o mundo em que vivemos – se apenas soubéssemos o que fazer. A prática de mantras pode ajudá-lo a encontrar o meio certo de promover mudanças efetivas.
O instrumental relativamente simples do mantra pode ajudá-lo a enfrentar todas as situações e desafios que você tem diante de si. Mesmo sendo de origem antiga, ele pode ser aplicado a praticamente todos os problemas atuais como bons resultados.

Os estudiosos modernos e o sacerdotes védicos divergem quanto à época em que os mantras foram registrados por escrito. Alguns eruditos datam os primeiros registros por escrito das quatro escrituras védicas de 1000 a.C., embora a versão mais antiga existente do Rig Veda seja datada só no século XIV da nossa era. No entanto, em The Principal Upanishads, o respeitado sábio S. Radhakrishnan, citando The Religion of the Vedas de Bloomfield, afirma: “Os Vedas não apenas constituem o mais antigo monumento literário da Índia, mas também a mais antiga literatura dos povos indo-europeus, anterior à da Grécia ou de Israel.” Os mais antigos hinos e mantras contidos no Rig Veda são tradicionalmente datados como sendo de 1500 a.C. e possivelmente até mesmo antes e 4000 a.C.
Os sacerdotes hindus afirmam categoricamente que os registros por escrito dos mantras são muito mais antigos do que acreditam as autoridades acadêmicas. A história popularmente aceita dos mantras, que até hoje é transmitida por uma tradição oral ensinada nos templos hinduístas, situa o primeiro escrito na época do Mahabharata, cerca de um milênio antes de Cristo. E os mantras sânscritos já existiam pelo menos dois mil anos antes nos mitos, fábulas e lendas.
Os ensinamentos védicos eram originalmente reservados à classe dos sacerdotes, e seus rituais, assim como os próprios Vedas e os mantras contidos neles, foram transmitidos oralmente por milhares de anos. Depois de passados oralmente de geração em geração, os mantras foram pela primeira vez escritos em sânscritos sobre folhas de palmeiras, para que pudessem ser preservados. Os primeiros “bibliotecários” eram famílias que se dedicavam à preservação desses mantras por escrito. Catalogados por assunto, utilidade e efeito, os mantras eram meticulosamente guardados e protegidos da ação dos elementos. Quando as folhas de palmeiras ficavam quebradiças ou mofadas, os mantras eram recopiados em folhas novas enquanto ainda legíveis.
Com o aumento do número de mantras compilados nem mesmo famílias inteiras conseguiam dar conta da necessidade de recopiá-los para preservar a biblioteca. Para dar conta do crescente acúmulo de novos mantras, foram feitos resumos de algumas partes. Esses resumos condensavam estantes inteiras de informações em um punhado de folhas. Isso funcionava por muitos séculos até o acúmulo voltar a ficar excessivo. Então os conteúdos eram novamente sumarizados. Passavam-se outras tantas centenas de anos e o ciclo voltava a se repetir. Ao longo de todos os vários milênios de compilação dos sumários, certas partes eram consideradas tão importantes que nunca foram resumidas, mas mantidas intactas.
Esses ensinamentos hindus de inspiração e introvisão seguiram um percurso semelhante da transmissão oral para a transcrição em sânscrito. Os Upanishades são os resumos dos resumos dos resumos dos ensinamentos criados há muitos milhares de anos. Os upanishades contêm os Cantos da Floresta, ou Aranyakas, e os Brahmanas, que são fragmentos de obras maiores, extraviadas. Os quadro Vedas sobreviveram quase intactos e na íntegras: Rig Vedas, Artharva Veda, Yajur Veda e Sama Veda. Em certo sentido, os Vedas e os Upanishades são todos coletâneas de mantras sanscríticos reunidos com a intenção de transmitir idéias atemporais a respeito de uma ampla variedade de assuntos.
A quantidade de informações contidas até mesmo nesses sumários fragmentados é espantosa. Um sistema completo de medicina está contida no Artharva Veda – sistema que a medicina ocidental só recentemente começou a reconhecer como válido. No Rig Veda, questões espirituais de cosmologia e desenvolvimento pessoal são expostas em fórmulas e práticas místicas grandiosas. Entre o ano 1000 a.C. e o final do primeiro milênio da era cristã, sábios, eruditos e místicos, como Patañjali (200 a.C.), Shankaracharya (800 d.C.) e outros introduziram práticas ainda mais específicas para o desenvolvimento espiritual e a solução de problemas. É por esses instrumentos que o sânscrito recebeu o título de Deva Língua ou “linguagem dos deuses”, indício de que até mesmo os mortais podem comungar com os deuses e tornar-se iguais a eles: poderosos e imortais. O primeiro requisito, entretanto, é aprender a “falar a língua” e, com isso, usar o poder que ela contém. O mantra é a linguagem pela qual invocamos os deuses e suas energias.

Embora os mantras, os Vedas e os Upanishades sejam todos escritos em sânscrito, essa língua não é mais falada nas conversas corriqueiras. Como o sânscrito não é falado amplamente entre a população em geral de nenhum país, ele é tecnicamente classificado como uma língua “morta”. No entanto, todas as práticas religiosas e tradições hinduístas são ensinadas, conduzidas e transmitidas em sânscrito. A maioria das práticas budistas que fazem uso da palavra expressa continua mantendo o grosso de seu conteúdo em sânscrito. Todos os Swamis e mestres indianos que vieram para o Ocidente praticam sistemas de desenvolvimento pessoal derivados de textos em sânscrito. De maneira que considerar o sânscrito uma língua morta é não levar em conta as práticas diárias de muitos milhões de pessoas.
Além disso, muitas línguas ocidentais, que os dicionários costumam classificar como indo-européias, tem raízes sanscríticas. O sânscrito merece realmente seu outro título, o de “Mãe das Línguas” (ou Língua Mãe), como os eruditos a denominam. Em sânscrito mata é “mãe” e pitra, “pai”, palavras evidentemente próximas das latinas mater e pater. As línguas românicas (espanhol, italiano, português, francês e romeno) são derivadas do latim, que por sua vez é derivado do sânscrito, que foi falado por muitos séculos antes do surgimento do latim.

1. Os mantras são sons de base energética. As palavras usadas nas conversas derivam seu poder do significado que contêm. O mantra deriva seu poder do efeito energético produzido por seu som. Recitar um mantra produz uma determinada vibração física em forma de um som que, por sua vez, produz vários “efeitos energéticos” nos corpos físicos e sutil.
2. Os mantras são também sons provenientes dos chakras. Cada uma das cinqüenta letras do alfabeto sânscrito corresponde a uma das cinqüenta pétalas dos seis chakras, da base da coluna à fronte. O mantra sanscrítico transmite vibrações para as letras contidas nas palavras do mantra, que energizam a pétala e atraem a energia espiritual da atmosfera circundante para a pessoa que está recitando o mantra. Dessa maneira, o mantra afeta tanto o seu corpo físico quanto sua consciência espiritual. E a pessoa literalmente cresce, espiritual e fisicamente.
3. O mantra – combinado com a intenção – aumenta os benefícios físicos e espirituais. Quando combinamos a energia física do mantra, a vibração sonora, com a energia mental da intenção e da atenção, aumentamos, fortalecemos e direcionamos o efeito energético do mantra. A intenção, a razão de estarmos recitando o mantra, é transmitida pela vibração física, produzindo um efeito. Essa é a essência do mantra sanscrítico.
4. Os mantras só podem ser expressos em palavras de forma aproximada. Se queremos dizer a uma criança pequena que ela não deve tocar no forno, procuramos explicar a ela que o formo queima. Entretanto, palavras não bastam para passar a experiência. Somente o ato de tocar no forno e ser queimado define o verdadeiro significado das palavras “quente” e “queimar”, quando relacionadas com “forno”. Em essência, não existe nenhuma linguagem que traduza a experiência de ser queimado. O mesmo acontece com os mantras. A única verdadeira definição é a experiência que o mantra acaba produzindo na pessoa que o pratica. No entanto, da “vidência” original de um determinado mantra até as experiências partilhadas de maneira idêntica pelas pessoas que o usaram posteriormente, o mantra vai ganhar uma “definição baseada na experiência”, ou seja, ela vai ficar conhecido pelos efeitos que produz.
5. O mantra energiza o prana. Prana é a energia essencial que pode ser transferida de uma pessoa para outra. Certos terapeutas operam através de uma transferência consciente de prana; um terapeuta de massagem habilidoso, por exemplo, pode muitas vezes transferir prana com efeitos benéficos. A autocura também é possível através da concentração de prana em órgãos específicos. Quando recitamos um determinado mantra visualizando um órgão interno banhando em luz, o poder do mantra pode concentra-se nesse órgão com efeito positivo. O ato de visualizar, nesse caso, funciona como intenção, foco e direcionamento da energia produzida pelo mantra.
6. Os mantras produzem energias comparáveis à do fogo. O fogo pode cozinhar sua comida ou incendiar uma floresta. É o mesmo fogo. Os mantras, também invocam energias poderosas e, por isso, devem ser tratados com respeito. Existem certar formular tão poderosas de mantras que têm de ser aprendidas e praticadas sob supervisão cuidadosa de um instrutor qualificado. Essas são mantidas como segredos bem guardados e não deixaram o Extremo Oriente. Os mantras que são amplamente usados no Ocidente são perfeitamente seguros para serem praticados diariamente, mesmo com intensidade.

A consciência humana existe simultaneamente em muitos níveis. Na realidade, é uma complexidade de estados de consciência distribuídos pelos corpos físicos e etéricos. De fato, cada órgão do corpo tem uma consciência primitiva própria que lhe permite desempenhar certas funções específicas. Cada órgão é também parte de um sistema. Os sistemas cardiovascular, reprodutivo, digestivo e nervoso, todos incluem órgãos funcionando em estágios um pouco diferentes de um mesmo processo. Níveis semelhantes de funcionamento e estados de consciência existem também no corpo sutil.
Quando recitamos mantras, desencadeamos uma vibração poderosa que corresponde tanto a um nível específico de energia espiritual quanto a um estado de consciência de forma embrionária. Aos poucos, a vibração do mantra começa a superar todas as vibrações menores. Essas acabam sendo absorvidas pelo mantra. Depois de um tempo, cuja extensão varia de pessoa para pessoa, a grande onda vibratória do mantra silencia todas as outras vibrações no interior de determinados órgãos e sistemas. Finalmente, a pessoa estará em perfeita harmonia com a energia e o estado espiritual representados pelo mantra contido nele.
A prática de mantra sanscrítico aumenta a vitalidade e a capacidade de utilização de energia pelos chakras no nosso corpo etérico e pelos órgãos de nosso corpo físico. À medida que vamos nos aperfeiçoando como praticantes de mantras, novas experiências podem nos ser proporcionadas. Certas pessoas podem começar a ver auras – as faixas de luzes coloridas que envolvem cada um de nós como uma auréola. Outras podem perceber a entrada de uma energia misteriosa pelas mãos ou pelos pés. E que a intuição começa a ficar muito mais aguçada.
Assim como existe uma grande variedade de habilidade humanas, existem também uma grande diversidade de aplicações para essa nova energia disponível. Muitos de nós terão seus males físicos curados, condições de vida indesejadas alteradas e karmas negativos eliminados.
Durante toda a nossa vida, a energia vital do prana perpassa o nosso sistema bioespiritual. Os chakras rodopiam, recebendo e distribuindo energia, e os órgãos físicos desempenham suas funções como a energia disponível.
Exatamente como a prática de mantra purifica e energiza o corpo, a repetição dele tem um efeito similar no corpo sutil. Mesmo a recitação de uma mantra em voz extremamente suave afeta os chakras que correspondem aos centros nervosos do corpo físico. O simples fato de pensar num mantra – pronunciando-o mentalmente em silêncio pode estimular o processo de remoção de impurezas espirituais, energizando os chakras e queimando os karmas.

Mantras e Chakras:


Mantras e Chakras:

As rodas de energia numa dada frequência produzem os sons que são emitidos por nós pelas suas vibrações. Daí descobriu-se o som especifico de cada chakra, conhecidos também de bija mantras, que quando são entoados repetidamente, suas vibrações sintonizam com estes canais, equilibrando cada centro energético e influenciando diretamente nosso estado de espírito.

Lam:
Som do chakra Muladhara, localizado na base da coluna vertebral. É regido pelo elemento terra, sua cor é vermelha. É a nossa ligação com este mundo, nosso senso de sobrevivência e medos.

 


Vam:
Som do chakra Swadhisthana, localizado pouco abaixo do umbigo, seu elemento é água e sua cor laranja. Está associado a reprodução, como também ao prazer sexual e material.

Ram:
Som do chakra Manipura, localizado no plexo solar, de elemento fogo e cor amarela. Relacionado à nossa mente racional, vitalidade e vontade.

Yam:
Som do chakra Anahata, localizado no centro do coração, tem como elemento o ar e a cor verde. É a união entre as energias materiais e espirituais. Está associado com o amor e a compaixão.

Ham:
Som do chakra Vishuddha, localizado no centro da garganta, seu elemento é o éter e sua cor é azul. Está associado à comunicação e à auto-expressão.

Om:
Som do chakra Ajna. Contém o princípio da Unidade, a energia masculina e feminina. É centro da terceira visão, da inteligência cósmica e da intuição. Cor índigo.
Muitos praticantes não entoam nenhum mantra para o último chakra e permanecem apenas em silêncio, mas em algumas técnicas é utilizado o Ogum Satyam Om.

Ogum Satyam Om:
Som do chakra Sahasrara. Está localizado no topo da cabeça e contém todos os elementos. É relacionado à habilidade de se conectar espiritualmente, à paz e à sabedoria. Sua cor é o lilás.
 
Recomendo muito o áudio abaixo, eu mesmo já o utilizei em algumas meditações e gostei bastante do resultado. Trata-se de uma meditação guiada através da poderosa técnica Chakra Dhyana, que consiste na ativação dos chakras – do Muladhara ao Sahasrara – cada um com seus respectivos mantras até o despertar da Kundalini.


Mantras Pessoais

Mantras Pessoais


Mantra do sânscrito (Man mente e Tra alavanca) é uma sílaba ou poema religioso normalmente em sânscrito que é repetida muitas vezes para provocar uma energia capaz de transformar o que desejamos mudar.
Aqui neste caso, nossos mantras foram criados para trabalhar a mente que as vezes se perde num redemoinho de emoções e energias negativas que acabam afundando ainda mais a pessoa.

A função desses Mantras é "brecar" o pensamento negativo e criar uma aura de força e poder a sua volta, mudando o que não está bom!

Use assim, escolha o mantra que mais se adéqua ao seu momento e escreva em tiras de papel espalhando-as pela sua casa, carteira, bolsa, carro...e vá repetindo mentalmente varias vezes ao dia por pelo menos 30 dias. As vezes falando, ou apenas mentalizando, lendo a frase.
Se funciona?

Anne, experimente e depois você mesmo(a) verá os resultados na sua vida.

Mantras para quem está só e quer encontrar um amor:
"Eu me abro para viver um amor com sinceridade e admiração"

Mantra para quem está passando por dificuldades no relacionamento:
"Eu me fortaleço. O meu relacionamento se fortalece.
Harmonia e paz no amor"

Mantra para quem está com problemas financeiros:
"Oportunidades de ganho extra aparecem todos os dias. Eu me estabilizo, e tenho lucros"

Mantra para quem precisa de um emprego:
"Eu estou pronto para o bom emprego.
Estou apto para trabalhar agora".

Mantra para quem precisa de equilíbrio emocional:
"Estou em sintonia com o Universo e forças do bem. Estou tranquilo(a) e zen!"

Mantra para quem precisa de saúde:
"Eu sou saudável, e tudo em mim se restabelece e cria saúde perfeita".
Mantra para evitar brigas e discussões:
"A paz está em mim. Eu estou em paz. A paz transborda em mim.
Tudo a minha volta está em paz"!

A Importância dos Mantras

O mantra é uma fórmula mística e ritual recitada ou cantada repetidamente. A palavra provém do sânscrito e tem muitas diferenças sutis de significado, “instrumento da mente”, “linguagem divina” e “linguagem da fisiologia espiritual humana” são apenas algumas de suas conotações. Os mantras se originaram do hinduísmo, mas também são utilizados no budismo e outras religiões.
Os místicos praticam a palavra mágica há milênios. Para algumas escolas, principalmente as de fundamentação técnica, o mantra pode ser qualquer somsílabapalavrafrase ou texto, que detenha um poder específico. Existem mantras para facilitar a concentração e meditação, mantras para energizar, para adormecer ou despertar, para desenvolver os chakras ou vibrar canais energéticos a fim de desobstruí-los.
Ao longo dos anos, os ocidentais que chegaram ao oriente tentaram explicar porque os mantras produzem os efeitos esperados. John Blofeld, pesquisador que estudou por dentro as culturas indiana e chinesa, notou que não é necessário saber o significado das palavras ditas. Alguns psicólogos ocidentais defendem que o mantra possui uma energia sonora que movimenta outras energias que envolvem quem o entoa. Blofeld observou que não importa a correção da pronúncia, ele encontrou o mesmo mantra entoado de forma muito diferente em países diversos, e sempre produzindo os efeitos esperados.
Outra explicação seria a mesma usada para o efeito dos mudras: um gesto repetido por tantas pessoas durante tantos séculos que criou um tipo de caminho energético – que podemos chamar de marca no akasha, ou no inconsciente coletivo – que é rapidamente seguido pela psique da pessoa que o executa.
Algumas pessoas marcam a repetição dos mantras usando um mala, ou japamala (em sânscrito, japa = sussurrar e mala = cordão). Trata-se de um colar de 108 contas, utilizado por hinduístas e budistas, que cumpre a mesma função do terço católico. Como o número 108 é considerado mágico na Índia, pois simboliza o eterno, recomenda-se entoar o mantra pelo menos 108 vezes.
 
Símbolo do Om

Alguns mantras comuns:


Om:
É o mantra mais importante do hinduísmo e outras religiões. Dizem que ele contém o conhecimento dos Vedas e é considerado o corpo sonoro do Absoluto. O Om é a vibração primordial, o som do qual emana o Universo, a substância essencial que constitui todos os outros mantras, sendo o mais poderoso deles. É a raiz de todos os sons da natureza.
Assim como na Bíblia, onde o livro sagrado dos cristãos diz: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por meio dele.” (João 1:1-3).

Om Namah Shivaya:
É um mantra que acalma as agitações da mente e sua repetição mental ou oral nos eleva dos níveis inferiores de consciência para níveis mais elevados. Sua repetição equilibra os chakras e traz proteção espiritual.

Om Mani Padme Hum:
Este é o célebre mantra que costuma ser traduzido como: “A jóia da consciência está no coração do lótus” ou “da lama nasce a flor de lótus”. É o mais entoado pelos budistas tibetanos, a disciplina espiritual que faz uso deste célebre mantra é empreendida para promover a ideia do desenvolvimento espiritual associado ao ato de servir à vida. Cada sílaba purifica por completo as emoções negativas que são a manifestação do sofrimento: orgulho, inveja, desejo, ignorância, ganância e ódio.

Om Shanti Om:
Mantra de paz no hinduísmo, ele pode ser considerado apenas uma saudação, mas se repetido diversas vezes induz à um estado de relaxamento profundo, calma interior e bem estar. É indicado também para elevar a consciência durante a prática da meditação.

Mantra Gayatri:
Gayatri é considerado um dos mais antigos mantras védicos. Segundo a tradição hindu, Brahman (o Criador) recebeu esse mantra da Suprema Divindade e, ao meditar sobre o seu significado, obteve o poder de criar o Universo. Seus versos são:
Om
Bhur bhuvah swah
Tat savitur varenyam
Bhargo devasya dhimahi
Dhiyo yo nah prachodayat.

Tradução:
‘Om
Oh! Divina mãe, afaste de nós a ignorância e ilumine o nosso Ser!
Dê-nos uma mente serena, para que a sua imagem possa sempre nela refletir-se