quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Odú – a força do destino na umbanda

Enquanto durar a vida de qualquer ser humano, ele deverá cumprir na terra uma missão dada porOlodumaré, que está implícita no Odú de cada um de nós.
Essa missão, por assim dizer, pode ser colocada como o destino que nos foi dado pelo Pai CriadorOlodumaré; e que através do Odú nos transmite ensinamentos e provas a superar em nossa existência, para nossa evolução espiritual nessa terra.
Saiba mais sobre os 16 Odús que compõem o sistema advinhatório da umbanda
Saiba mais sobre os 16 Odús que compõem o sistema advinhatório da umbanda
O Odú é conhecido através da consulta ao Jogo de Búzios,constituindo a base do sistema de advinhação na Umbanda,oriunda do sistema Yorubá.
Cada Odú está ligado a um ou mais orixás, que por sua vez podem estar ligados a mais de um Odú, formando um sistema de caminhos complexos a serem superados pela pessoa no decorrer de sua vida.
Odú só será revelado no dia do nascimento da criança, assim, a data de nascimento é um dado importantíssimo para reconhecer o Odú Regente daquela pessoa, embora não seja esta a única forma de se reconhecer o Odú, que necessita ser confirmado em Jogo de Búzios e cerimônias específicas.
Odú Regente mostra não só o caminho que a pessoa seguirá como as principais adversidades que poderá encontrar nesse destino, pois os Odús regem tudo o que está vivo e foi feito pelo criador, regendo inclusive os orixás.

A Consulta ao Jogo de Búzios

Cada consulta ao Jogo de Búzios leva em conta os orixás que regem cada pessoa, com base em seu nome e data de nascimento, portanto ela indica vários aspectos que se relacionam entre si, como odúsorixás, entidades regentes.
Por isso, você não tem apenas as características de seu orixá de cabeça, mas do conjunto de entidades que compõem o “arranjo de sua cabeça”.

Relação dos 16 Odús

  1. Um búzio aberto – Okaran - a disciplina e teimosia;
  2. Dois búzios abertos – Ejiokô - a incerteza e a indecisão;
  3. Três búzios abertos – Etaogundá – a perseverança e a obstinação;
  4. Quatro búzios abertos – Irosun – a tranquilidade;
  5. Cinco búzios abertos – Ôxê – a fama;
  6. Seis búzios abertos – Obará – a riqueza e o brilho;
  7. Sete búzios abertos – Ôdi – o rancor e a violência;
  8. Oito búzios abertos – Êjionilê – a impaciência e a agitação;
  9. Nove búzios abertos – Ossá – a desconcentração;
  10. Dez búzios abertos – Ôfun – os problemas de saúde;
  11. Onze búzios abertos – Ôwarin – a ansiedade;
  12. Doze búzios abertos – Êjilaxeborá – a justiça e o discernimento;
  13. Treze búzios abertos – Êjilobon – a tranqüilidade e a concentração;
  14. Quatorze búzios abertos – Iká – o conhecimento e a sabedoria;
  15. Quinze búzios abertos – Obéogundá – o discernimento total;
  16. Dezesseis búzios abertos – Ejibé ou Alafiá – a paz.

Odús e os Orixás correspondentes

  1. OKARAN – Exú
  2. EJIOKO – Ogum e Ibeijis
  3. ETAOGUNDÁ – Ogum – Iemanjá
  4. IROSUN – Oxóssi – Iemanjá
  5. OXÉ – Oxum
  6. OBARÁ – Xangô – Logunedé – Irôko
  7. ODI –  Obaluaiê – Omulú
  8. EJIONILE – Oxaguiã
  9. OSSÁ – Iansã
  10. OFUM – Oxalufã – Todos os Oxalás
  11. OWARIM – Iansã – Exú
  12. EJILAXEBORÁ – Xangô
  13. EJILOBON – Nanã
  14. IKÁ – Oxumaré – Ossaim
  15. OBEOGUNDÁ – Ewá – Obá
  16. ALAFIÁ – Todos os Oxalás

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