quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Marte



Na mitologia grega, Marte era conhecido como Ares, o Grego. Na verdade, ele era odiado pelos gregos, pois era somente o deus da guerra e nada mais. Carregava um ódio sangrento dentro de si. Era cruel e muito pouco inteligente. Agia sempre por impulso, sem reflexão alguma antes de qualquer atitude. Esse deus possuía dois escudeiros: Deimos (que significa medo) e Phobos (que significa susto). Esses, aliás, são os nomes das duas luas do planeta Marte. 

Possuía também dois companheiros inseparáveis: Eris (que significa luta) e Enyo (que significa destruidor de cidades). Ainda era seguido por um grupo denominado Kares (que significa aqueles que gostam de beber o sangue escuro dos que estão morrendo). Esse deus meio sem cérebro foi concebido num momento de ira e vingança de sua mãe Hera, quando soube que Zeus, seu marido, havia concebido Athena sem sua participação, pois Athena nasceu já adulta da cabeça de Zeus. Portanto, Ares é filho do ódio e do rancor de Hera. 

O mesmo deus é visto em Roma, com o nome de Marte, o Romano e com uma definição bem diferente daquela dada ao deus grego. Os romanos viam algo de muito positivo em Marte, pois este era um deus que usava o cérebro antes de agir. Não era possuidor de um ódio cego e indiscriminado, não era explosivo. Possuía também dois escudeiros, mas bastante diferentes de Ares. Eram Honos (que significa Honra) e Virtus (que significa virtude) 

Ou seja, o Marte romano era acompanhado pela honra e pela virtude. Ele se firmava e lutava pelo que queria de maneira honrosa e virtuosa. É claro que também podia matar se caso alguém obstruísse a realização do seu destino. Mas, de qualquer maneira, esse deus é visto pelos romanos como a força e a coragem de lutar pelo que queremos e pelo que somos

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