sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Consultoria mediunica no cantinho promocional valida 01/10 à 10/10/11

Consultoria mediunica no cantinho promocional valida 01/10 à 10/10/11

CONSULTA 40 MINUTOS DE PERGUNTAS GANHE MAIS 10 MINUTOS $ 40,00
CONSULTA SOMENTE 3 PERGUNTAS VIA MSN $ 10,00
CONSULTA SOMENTE 5 PERGUNTAS VIA MSN $ 19,90
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CONSULTA COMPLETA TARO + 5PERGUNTAS $ 50,00
CONSULTA SOMENTE 3 PERGUNTAS VIA EMAIL $ 7,00
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CONSULTA 30 MINUTOS SOMENTE PERGUNTAS $ 30,00
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EMAIL karinetejada@yahoo.com.br
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

SEXTA FEIRA MAGICA NO CANTINHO MAGICO DA KARINE

SEXTA FEIRA MAGICA NO CANTINHO MAGICO DA KARINE
CONSULTA 40 MINUTOS DE PERGUNTAS GANHE MAIS 10 MINUTOS $ 30,00
CONSULTA SOMENTE 3 PERGUNTAS VIA MSN $ 10,00
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CONSULTA COMPLETA SÃO CIPRIANO + 1 PERGUNTA + 3 PERGUNTAS NO TARO $ 29,99

PROMOCAO CANTINHO MAGICO VÁLIDA 11/09 ATE DIA 18/9
CONSULTA COMPLETA TARO + 5PERGUNTAS $ 40,00
CONSULTA SOMENTE 3 PERGUNTAS VIA EMAIL $ 7,00
CONSULTA SOMENTE 5 PERGUNTAS VIA EMAIL $ 15,00
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DEPOSITO ANTECIPADO 2HS ANTES DA CONSULTA
EMAIL karinetejada@yahoo.com.br
http://www.karinetejadacartomancia.blospot.com/

ORAÇÃO PARA ABRIR OS CAMINHOS FINANCEIROS

ORAÇÃO PARA ABRIR OS CAMINHOS FINANCEIROS


Oração para abrir caminhos financeiros
(NÃO A CORTE PASSE-A ADIANTE) Esta oração me foi enviada por uma pessoa a
quem contei minhas aflições financeiras.
Depois de lê-la com muita fé, após duas horas, recebi uma ligação onde me
informavam ter sido aceita como provedora de uma das maiores instituições
financeiras de nosso país.
Creiam!

Por isso quero transmitir-lhes a oração, e que Deus abençoe sua necessidade
financeira e a satisfaça em dobro.benção financeira:(Se
necessita uma benção financeira continua a ler este e-mail).

Deus Pai Celestial, o mais cortês e amoroso, eu te invoco, Tu que bendizes
minha família abundantemente. Sei que Tu reconheces que uma família é mais
do que só uma mãe, pai, irmã e irmão, marido e esposa, senão um grupo onde
todos crêem e confiam em Ti.

Deus meu, Te elevo esta oração para que me bendigas financeiramente. Assim
também desejo esta benção financeira não só à pessoa que me enviou (diga o
nome da pessoa), como a todos aqueles a quem enviarei e a todos que mais
adiante a receberem.

Sabemos do poder da oração unida por todos aqueles que crêem e confiam em
Ti. Pai Amado, és o mais poderoso que pode existir.
Eu te agradeço de antemão por Tuas bênçãos. Que DEUS Pai entregue agora
mesmo à pessoa que lê isto, a abundância e misericórdia para o
cancelamento de suas dívidas e cargas econômicas, que floresçam seus bens,
de acordo com a Sua Vontade Divina, em harmonia perfeita para todo o mundo
e sob Sua Graça Divina.

Que Ele derrame Sua piedosa sabedoria e que possamos ser bons servidores e
administradores das bênçãos financeiras de Deus.

Sabemos o maravilhoso e poderoso que És Pai Nosso e sabemos que se apenas Te
obedecermos e caminharmos em Tua Palavra, ainda que tenhamos a fé do
tamanho de uma semente de mostarda, Tu derramarás sobre todos nós Tuas
bênçãos. Te agradeço agora Pai e Senhor Nosso, pelas bênçãos que acabamos
de receber e as bênçãos que hão de vir.

Em nome de Deus, Amém.

BÊNÇÃOS EM GRUPO - Conta Bancária

BÊNÇÃOS EM GRUPO - Conta Bancária

Vamos abençoar nossos companheiros e companheiras de estudos?

CONTA BANCÁRIA


EU DEPOSITEI AMOR E BENÇÃOS EM SUAS CONTAS BANCÁRIA
E A MELHOR PARTE DISTO É QUE NÃO LHE CUSTARÁ NADA.
EU PEÇO QUE VOCÊ USE ISTO EM ABUNDÂNCIA

SUA SENHA É: A - L - E - G - R - I - A

** NOTICIA IMPORTANTE **

SE VOCÈ PERDER SUA SENHA, VOCÊ PERDE TUDO.

FAÇA UM DEPÓSITO NA CONTA DO AMIGO OU AMIGA ACIMA!!
QUE SEUS PROBLEMAS SEJAM MENOS
SUAS BENÇÃOS SEJAM MAIS
E NADA MAiS ALÉM DE FELICIDADE
ENTRE POR SUA PORTA !!!!!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Os Bahianos

Os Baianos formam uma corrente de entidades que ao desencarnar, apesar da afinidade com o culto ao Orixá (muitos foram sacerdotes), não tinham o grau de preto-velho, estabeleceram uma egrégora de trabalhadores do astral que com o tempo reconhecida pela Umbanda passaram a ter a oportunidade do trabalho ativo e incorporante, acharam por bem batizar como linha dos Baianos como homenagem a origem dos primeiros formadores desta corrente e a Terra que tão bem acolheu o Orixá no Brasil. São muito ativos, despachados e descontraídos. Bons orientadores e doutrinadores, tem facilidade em lidar com o desmanche dos trabalhos de kimbanda e magia negra. Usam colares de cocos e sementes. Tendo na sua forma de trabalhar muito das qualidades de Iansã, por serem movimentadores e irrequietos, combinam esta forma de trabalha com sua natureza onde cada um se mostra regido por um Orixá diferente assim trazendo para a gira a força das sete linhas da Umbanda. Suas oferendas podem ser feitas ao pé de um coqueiro ou no ponto de força do Orixá que rege o baiano a ser oferendado. Gostam de festas comidas típicas da Bahia e batida de coco. Como cumprimento dizemos simplesmente: "É da Bahia meu Pai... Salve a Bahia" ou "Salve os baianos".
Água de coco, batida de coco, uma "branquinha", e a tradicional farofa, com acarajé, um peixe, ou qualquer coisa que só de sentir o cheiro nos remete a mágica Bahia de todos os santos.
Na Umbanda trazem uma mensagem de conforto por estarem mais próximos do nosso tempo. Os baianos eram antigos Babalorixás, ou pessoas que de uma certa forma viveram no sertão do Nordeste e trouxeram uma expectativa de vida para a região. Muitos dos baianos são descendentes de escravos que trabalharam no canavial e no engenho. Os baianos têm um conhecimento muito grande das ervas e do axé. Falam com sotaque arrastado, igual ao povo que ainda mora na Bahia. Muitos baianos também podem pertencer a vida de algum médium (avô, bisavô, tio-avô, etc) para ajudar a família e assim acaba também ajudando aos demais.

Cor : branco
Guia : sementes de coco (coquinho)
Vestes : Roupa branca e casaco de couro. Usa chapéu de couro.
Bebidas : batida e/ou água de coco
Comidas : farofa, melancia com farinha, coco, cocada e etc.

Que isso homem, tá me ameaçando? Você acha que aqui tem bobo?_ e Zé Pelintra estralou os dedos, surgindo toda uma falange de espíritos amigos do malandro, afinal ele conhecia a fama de Lampião e sabia que a parada era dura.
Mas Lampião que também tinha formado toda uma falange, ou bando, como ele gostava de chamar, assoviou como nos tempos de sertão e toda um "bando" de cangaceiros chegaram para participar da briga. A coisa parecia já não ter jeito, quando um espírito simples, com um chapéu na cabeça, uma camisa branca, cabelos enrolados, chegou dizendo:
_Oooooooxxxxxx! Mas o que que é isso aqui? Compadre Lampião põe essa peixeira na bainha! Oxente Zé, tu não mexeu com Maria Bonita de novo, foi? Mas eu num tinha te avisado, ooooxx, recolhe essa navalha, vamo conversar camaradas...
_Nada de conversa, esse cabra mexeu com a minha honra, agora vai ter! _ Disse Lampião enfurecido!
_To te esperando olho de vidro! _ respondeu Zé Pelintra.
_Pera aí! Pela amizade que vocês dois tem por mim, “Severino da Bahia”, vamo baixar as armas e vamo conversar, agora!
Severino era um antigo babalorixá da Bahia, que conhecia os dois e tinha muita afeição por ambos. Os dois por consideração a ele, afinal a coisa que mais prezavam entre os homens era a amizade e lealdade, baixaram as armas. Então Severino disse:
_Olha aqui Zé, esse é o Virgulino Ferreira da Silva, o compadre Lampião, conhecido também como o “Rei do Cangaço”. Ele foi o líder de um movimento, quando encarnado, chamado Banditismo ou Cangaço, correndo todo o sertão nordestino com sua revolta e luta por melhores condições de vida, distribuição de terras, fim da fome e do coronelismo, etc. Mas sabe como é, cometeu muitos abusos, acabou no fim desvirtuando e gerando muita violência...
_É, isso é verdade. Com certeza a minha luta era justa, mas os meios pelo qual lutei não foram, nem de longe, os melhores. Tem gente que diz que Lampião era justiceiro, bem...Posso dizer que num fui tão justo assim_ disse Lampião assumindo um triste semblante.
_ Eu sei como é isso. Também fui um homem que lutou contra toda exploração e sofrimento que o pobre favelado sofria no Rio de Janeiro. Nasci no Sertão do Alagoas, mas os melhores e piores momentos da minha vida foram no Rio de Janeiro mesmo. Eu personificava a malandragem da época. Malandragem era um jeito esperto, “esguio”, “ligeiro”, de driblar os problemas da vida, a fome, a miséria, as tristezas, etc. Mas também cometi muitos excessos, fui por muitas vezes demais violento e, apesar de morrer e terem me transformado em herói, sei que não fui lá nem metade do que o povo diz_ dessa vez era Zé Pelintra quem perdia seu tradicional sorriso de canto de boca e dava vazão a sua angústia pessoal...
_Ooxx, tão vendo só, vocês tem muitas semelhanças, são heróis para o povo encarnado, mas, aqui, pesando os vossos atos, sabem que não foram tão bons assim. Todos têm senso de justiça e lealdade muito grande, mas acabaram por trilhar um caminho de dor e sangue que nunca levou e nunca levará a nada.
_É verdade... Bem, acho que você não é tão ruim quanto eu pensava Zé. Todo mundo pode baixar as armas, de hoje em diante nós cangaceiros vamo respeitar Zé Pelintra, afinal, lutou e morreu pelos mesmos ideias e com a mesma angústia no coração que nós!
_ O mesmo digo eu! Aonde Lampião precisar Zé Pelintra vai estar junto, pois eu posso ser malandro, mas não sou traíra e nem falso. Gostei de você, e quem é meu amigo eu acompanho até na morte.
_Oooooxxxxx! Hahahaha, mas até que enfim! Tamo começando a nos entender. Além do mais, é bom vocês dois estarem aqui, juntos com vossas falanges, porque eu queria conversar a respeito de uma coisa! Sabe o que é...
E Severino falou, falou e falou... Explicando que uma nova religião estava sendo fundada na Terra, por um tal de Caboclo das Sete Encruzilhadas, uma religião que ampararia todos os excluídos, os pobres, miseráveis e onde todo e qualquer espírito poderia se manifestar para a caridade. Explicou que o culto aos amados Pais e Mães Orixás que ele praticava quando estava encarnado iria se renovar, e eles estavam amparando e regendo todo o processo de formação da nova religião, a Umbanda...
_...é isso! Estamos precisando de pessoas com força de vontade, coragem, garra para trabalhar nas muitas linhas de Umbanda que serão formadas para prestar a caridade. E como eu fui convidado a participar, resolvi convidar vocês também! Que acham?
_Olha, eu já tenho uma experiência disso lá no culto a Jurema Sagrada, o Catimbó! Tô dentro, pode contar comigo! Eu, Zé Pelintra, vou estar presente nessa nova religião chamada Umbanda, afinal, se ela num tem preconceito em acolher um “negô” pobre, malandro e ignorante como eu, então nela e por ela eu vou trabalhar. E que os Orixás nos protejam!
_Bem, eu num sô homem de negar batalha não! Também vou tá junto de vocês, eu e todo o meu bando. Na força de “Padinho” Cícero e de todos os Orixás, que eu nem conheço quem são, mas já gosto deles assim mesmo...
E o que era pra transformar - se em uma batalha sangrenta acabou virando uma reunião de amigos. Nascia ali uma linha de Umbanda, apadrinhada pelo baiano “Severino da Bahia”, pelo malandro mestre da Jurema “Zé Pelintra” e pelo temido cangaceiro “Lampião”.
Junto deles vinham diversas falange. Com o malandro Zé Pelintra vinham os outros malandros lendários do Rio de Janeiro com seus nomes simbólicos: “Zé Navalha”, “Sete Facadas”, “Zé da Madrugada”, “7 Navalhadas”, “Zé da Lapa”, “Nego da Lapa”, entre muitos e muitos outros.
Junto com Lampião vinha a força do cangaço nordestino: Corisco, Maria Bonita, Jacinto, Raimundo, Cabeleira, Zé do Sertão, Sinhô Pereira, Xumbinho, Sabino, etc.
Severino trazia toda uma linha de mestres baianos e baianas: Zé do Coco, Zé da Lua, Simão do Bonfim, João do Coqueiro, Maria das Graças, Maria das Candeias, Maria Conga, vixi num acaba mais...
Em homenagem ao irmão Severino, o intermediador que evitou a guerra entre Zé Pelintra e Lampião, a linha foi batizada como “Linha dos Baianos”, pois tanto Severino como seus principais amigos e colaboradores eram “Baianos”.
E uma grande festa começou ao som do tambor, do pandeiro e da viola, pois nascia ali a linha mais alegre, mais divertida e "humana" da Umbanda. Uma linha que iria acolher a qualquer um que quisesse lutar contra os abusos, contra a pobreza, a injustiça, as diferenças sociais, uma linha que teria na amizade e no companheirismo sua marca registrada. Uma linha de guerreiros, que um dia excederam - se na força, mas que hoje lutavam com as mesmas armas, agora guiados pela bandeira branca de Oxalá.
E, de repente, no meio da festa, raios, trovões e uma enorme tempestade começaram a cair. Era Iansã que abençoava todo aquele povo sofrido e batalhador, igualzinho ao povo brasileiro. A Deusa dos raios e dos ventos acolhia em seus braços todas aqueles espíritos, guerreiros como ela, que lutavam por mais igualdade e amor no nosso dia - dia.
E assim acaba a história que eu ouvi, diretamente de um preto – velho, um dia desses em Aruanda. Dizem que Zé Pelintra continua tendo uma queda por “Maria Bonita”, mas deixou isso de lado devido ao respeito que tem pelo irmão Lampião. Falam, ainda, que no momento ele "namora" uma Pombagira, que conheceu quando começou a trabalhar dentro das linhas de Umbanda. Por isso é que ele "baixa", às vezes, disfarçado de Exu...

"Oxente eu sou baiano, oxente baiano eu sou
Oxente eu sou baiano, baiano trabalhador
Venho junto de Corisco, Maria Bonita e Lampião
Trabalhar com Zé Pelintra
Pra ajudar os meus irmãos...!"
Povo Baiano
Esse conto de Fernando Sepe é simplesmente lindo! Então com a licença do autor, que creio o escreveu para que fosse lido, tomo a liberdade de publicá-lo nesse espaço dedicado a Luz e agradeço ao meu Pai Oxalá por poder compartilhá-lo.

O Encontro de Zé Pilintra e Lampião

Um dia desses, passeando por Aruanda, escutei um conto muito interessante. Uma história sobre o encontro de Zé Pelintra com Lampião...
Dizem que tudo começou quando Zé Pelintra, malandro descolado na vida, tentou aproximar - se de Maria Bonita, pois a achava uma mulher muito atraente e forte, como ele gostava. Virgulino, ou melhor, Lampião, não gostou nada da história e veio tirar satisfação com o Zé:
_Então você é o tal do Zé Pelintra? Olha aqui cabra, devia te encher de bala, mas não adianta...Tamo tudo morto já! Mas escuta bem, se tu mexer com a Maria Bonita de novo, vou dá um jeito de te mandar pro inferno...
_Inferno? Hahahaha, eu entro e saiu de lá toda hora, num vai ser novidade nenhuma pra mim!_ respondeu o malandro _ Além do mais, eu nem sabia que a gracinha da "Maria" tinha um "esposo"! Então é por isso que ela vive a me esnobar!
_Gracinha? Olha aqui cabra safado, tu dobre a língua pra falar dela, se não tu vai conhecer quem é Lampião! _ disse Virgulino puxando a peixeira, já que não era e nunca seria, um homem de muita paciência.


Os Baianos formam uma corrente de entidades que ao desencarnar, apesar da afinidade com o culto ao Orixá (muitos foram sacerdotes), não tinham o grau de preto-velho, estabeleceram uma egrégora de trabalhadores do astral que com o tempo reconhecida pela Umbanda passaram a ter a oportunidade do trabalho ativo e incorporante, acharam por bem batizar como linha dos Baianos como homenagem a origem dos primeiros formadores desta corrente e a Terra que tão bem acolheu o Orixá no Brasil. São muito ativos, despachados e descontraídos. Bons orientadores e doutrinadores, tem facilidade em lidar com o desmanche dos trabalhos de kimbanda e magia negra. Usam colares de cocos e sementes. Tendo na sua forma de trabalhar muito das qualidades de Iansã, por serem movimentadores e irrequietos, combinam esta forma de trabalha com sua natureza onde cada um se mostra regido por um Orixá diferente assim trazendo para a gira a força das sete linhas da Umbanda. Suas oferendas podem ser feitas ao pé de um coqueiro ou no ponto de força do Orixá que rege o baiano a ser oferendado. Gostam de festas comidas típicas da Bahia e batida de coco. Como cumprimento dizemos simplesmente: "É da Bahia meu Pai... Salve a Bahia" ou "Salve os baianos".
Água de coco, batida de coco, uma "branquinha", e a tradicional farofa, com acarajé, um peixe, ou qualquer coisa que só de sentir o cheiro nos remete a mágica Bahia de todos os santos.
Na Umbanda trazem uma mensagem de conforto por estarem mais próximos do nosso tempo. Os baianos eram antigos Babalorixás, ou pessoas que de uma certa forma viveram no sertão do Nordeste e trouxeram uma expectativa de vida para a região. Muitos dos baianos são descendentes de escravos que trabalharam no canavial e no engenho. Os baianos têm um conhecimento muito grande das ervas e do axé. Falam com sotaque arrastado, igual ao povo que ainda mora na Bahia. Muitos baianos também podem pertencer a vida de algum médium (avô, bisavô, tio-avô, etc) para ajudar a família e assim acaba também ajudando aos demais.

Cor : branco
Guia : sementes de coco (coquinho)
Vestes : Roupa branca e casaco de couro. Usa chapéu de couro.
Bebidas : batida e/ou água de coco
Comidas : farofa, melancia com farinha, coco, cocada e etc.

Marinheiro

Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar. Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.
Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras. Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d'áqua), e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior
 
ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.
Seu trabalho é realizado em descarrego, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas. Em muito, seu trabalho é parecido com o dos Exus. Dificilmente um leigo irá notar a diferença entre alguns marinheiros e os Exus na ora da gira, pois alguns Exus vêm com todos os trejeitos dos Marinheiros e com outros nomes, é quase imperceptível.
Linha ou falange dos marinheiros tem sua origem na linha de Iemanjá e são chefiados por uma entidade conhecida por Tarimá. São espíritos de pessoas que em vida foram marinheiros.
São muito brincalhões e normalmente bebem muito durante os trabalhos, por esse motivo a sua evocação não é muito freqüente, o plano espiritual superior os evoca para descarga pesada do templo, desta forma a eles podemos pedir coisas simples, eles não são muito dados a falar ou dar consultas.
A descarga de um terreiro uma vez efetuada será enviada ao fundo mar com todos os fluidos nocivos que dela provem. Os marinheiros são destruidores de feitiços, cortam ou anulam todo mal e embaraço que possa estar dentro de um templo, ou ainda, próximo aos seus freqüentadores.
Nunca andam sozinhos, quando em guerra unem-se em legiões, fazendo valer o principio de que a união faz a força, o que os torna imbatíveis nesse sentido. Alguns representantes mais conhecidos:

Maria do Cais
Chico do Mar
Zé Pescador
Seu Marinheiro Japonês       
Seu Iriande
Seu Gererê
Seu Martim Pescador  
 
Da linha do Povo D'água ou de Iemanjá, geralmente baixam para beber e brincar podem-lhe ser pedidos coisas simples. Não é muito aconselhável a incorporação dessas entidades, devido a quantidade de bebida que ingerem. Com doutrinação, porém, eles não bebem em excesso.
Vem com seus bonés, calças, camisa e jaleco, em cores brancas de marinheiros e azul marinho de capitães de barco. 
Nunca se oferece a eles conchas, estrelas do mar ou outros objetos do mar, pois como Marinheiros que são, consideram que ter objetos pertencentes ao mar traz má sorte, a exceção dos búzios (que não consideram como adornos, e sim como símbolo de dinheiro). Este povo recebe as oferendas na orla do mar em lugar seco sobre a areia. 
A gira de marinheiro é bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas. A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos.

Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um "porto seguro". A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que é feito.

Seus integrantes se apresentam com a aparência de marinheiros e pescadores, gente acostumada a navegar. Representam o homem do mar, bebedor, mulherengo, que gosta de beber com os amigos nos bares e cantar alguma canção. São alegres e encaram os problemas de um ponto de vista simples. Caminham balançando-se de um lado para o outro, como se estivessem mareados. Bebem de tudo, pois na hora de beber nada recusam, fumam também de tudo: cigarros de palha, cigarros, cigarrilhas e até cachimbo.
Também se pede a eles que nos protejam nas viagens pelo mar e que nada de mal nos ocorra. Como qualquer outra entidade de umbanda dão conselhos.
São de uma linha que não é bem definida como uma das linha de umbanda, mas atuam como uma linha auxiliar, vieram para a egrégora da umbanda  por afinidade e se agregaram através da vibração das águas para prestar caridade e evoluir.
E pela Umbanda foram bem recebidos prestando assim grande ajuda àqueles que procuram pelos seus conselhos.
 
Diante da imensidão do mar os olhos do velho marujo enchem-se de lagrimas.
São velhas lembranças que lhe ocorrem.
Cenas jamais esquecidas (amigos e aventuras que lhe marcaram a existência)
Agora é noite e lá esta ele ainda a contemplar o reino de Yemanjá.
Seus ouvidos são apurados, consegue distinguir nitidamente o barulho das ondas, os barcos apitando ao longe, as aves marinhas.
Nada lhe escapa.
Seria capaz de ficar ali eternamente embevecido.
Também vê os inúmeros espíritos que habitam aquelas águas.
Irmãos marujos, sereias, Oguns, Caboclos e uma infinidade de amigos do plano espiritual que teen no mar seu ponto de força.
Ele percebe quando chega àquela mulher vestida de branco, trazendo nas mãos flores, velas, perfumes e vários presentes.
Ouve quando ela ajoelhada reza com amor e emoção a Yemanjá e ao povo do mar, pedindo forças, saúde e proteção.
Ele sorri quando ela abre a garrafa de rum, acende cigarros e firma os pontos azuis.
Sente a fé da filha que resplandece pela noite.
Suavemente no primeiro instante e depois com intensidade impar.
Em pensamento a filha faz diversos pedidos para aqueles que a acompanham.
Muitos ali nunca haviam participado destes rituais, outros eram velhos conhecidos.
O Velho Lobo do Mar não consegue segurar as lagrimas de emoção, ao ver a filha tão envolvida pelas forças sagradas de Yemanjá.
Ele vê quando a Grande Senhora se levanta por sobre as ondas e sorri embevecida para a filha e seus acompanhantes.
Estes não vêem Yemanjá, mas sentem sua presença.
Ele se ajoelha e louva a Deus por permitir que ele presencie esta cena tão marcante.
Yemanjá lhe sorri com carinho.
Os atabaques soam alto enchendo a noite de magia.
O velho marujo se aproxima da filha.
Ela se arrepia, sente uma doce tontura.
Pronto!Agora ele está em terra.
Sua filha acaba de recebê-lo.
A alegria toma conta de todos.
Martin Pescador está em terra, trazendo alegria, amparando, guiando e protegendo a todos.
A bandeira sagrada da Umbanda acaba de ser hasteada na praia...
Salve a Marujada !!!

Linha do Oriente

Na linha do Oriente estão as falanges dos hindus, dos árabes, dos japoneses, chineses e mongóis, dos egípcios, dos gauleses, dos romanos, etc., formadas por espíritos que encarnaram nesses povos e que ensinam ciências ocultas e praticam caridade.


- Legião dos Hindus - Chefe ZARTU
- Legião dos Médicos e Cientistas - Chefe José de Arimatéia
- Legião dos Árabes e Marroquinos - Chefe Jimbaruê
- Legião dos Japoneses , Chineses e Mongóis - Chefe Ori do Oriente
- Legião dos Egípcios , Astecas e Incas - Chefe Inhoarairi
- Legião dos Índios Caraíbas - Chefe Itaraiaci
- Legião dos Gauleses , Romanos e outras raças Européias - Chefe Marcus I


As Falanges destas Legiões estão incumbidas de ensinar aos habitantes da Terra, coisas para eles desconhecidas. São grandes Mestres do Ocultismo.             

O Povo do Oriente fala pouco e, quando o faz, o seu linguajar é perfeito e bastante correto. Não gosta de dar consultas. Raramente usa o termo "chefia de cabeça" e sempre demonstra muita sabedoria e amplos conhecimentos filosóficos e esotéricos. Na Umbanda, os componentes desse Povo são chamados de Mestres da Linha do Oriente (egípcios, tibetanos, chineses, etc). Normalmente atuam de forma discreta, intuindo seus médiuns para que entendam o que está se passando. São importantíssimos na transmissão de mensagens de entidades ou espíritos de nível hierárquico superior, devido a linha de desenvolvimento mental da qual participam. Também atuam na destruição de templos e de magias do passado, libertando o espírito. , estimula no médium o caminho da evolução espiritual através dos estudos, da meditação, do conhecimento das leis divinas, do amor, da verdade, da ciência, da arte, do belo. Estimula no médium o caminho da ascensão espiritual, fazendo-o eliminar da sua vida tudo o que é pernicioso.

Na vibração de Oxalá, os espíritos são sempre nos níveis acima de Guias, portanto, elevadíssimos e que raramente se manifestam. É nesta linha que estão classificados o mais vulgarmente conhecido como ‘Povo do Oriente.” Vibração eletromagnética do SOL. Xangô, sincretizado com São João Batista, é também o patrono da linha do oriente, na qual se manifestam espíritos mestres em ciência ocultas, astrologia, quiromância, numerologia, cartomancia. Por este motivo, a linha dos ciganos vêm trabalhar nesta irradiação.


Os Ciganos na Umbanda


     São entidades que há pouco tempo ganharam força dentro do ritual de umbanda. Erroneamente no começo eram confundidos com entidades espirituais que vinham na linha dos Exus, tal confusão se dava pela apresentação de algumas ciganas se apresentarem como Cigana das Almas ou como Cigana do Cruzeiro ou coisa desse tipo.
      Hoje o culto está mais difundido e se sabe e se conhece mais coisas sobre o povo cigano.
      Não tem na Umbanda o seu alicerce espiritual; se apresentam também em rituais Kardecistas e em outros rituais do tipo mesa branca. Estão na Umbanda por uma necessidade lógica de trabalho e caridade. Encontraram na Umbanda o toque dos atabaques e passaram a se identificar com os toques e com os pontos a eles cantados.
       Tal aproximação se deve ao fato da necessidade da adaptação ao culto que hoje mais se identificam e se apresentam. Povo muito rico de estórias e lendas, foram na maioria andarilhos que viveram nos séculos XIV, XV e XVI. Alguns presenciaram fatos históricos do tipo queda da bastilha na França antiga e destrono de reis famosos como Luís XV.
        Vivem em grupos, e não tem destino nem caminho certo. São amantes das aventuras que tais situações podem trazer; erroneamente são confundidos com vagabundos e pessoas pouco dedicadas ao trabalho. Tem na sua origem o trabalho com a natureza, a subsistência através do que plantavam e o desapego as coisas materiais.
        
Dentro de Umbanda seus fundamentos são simples, não possuindo assentamentos ou ferramentas para centralização da força espiritual. São cultuados em geral com imagens bem simples, com taças de vinho, doces finos e cigarrilhas doces. Trabalham também com as energias do Oriente, com cristais, pedras energéticas e com os quatro sagrados elementos da natureza.
          Tem em Santa Sarah de Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais. Não devemos confundir tal fato com Sincretismos, pois Santa Sarah é tida como orientadora espiritual e não como patrona ou imagem de algum sincretismo.
          São comemorados no dia 24 de maio, dia de Santa Sarah.

Os Orientais

       A influência de tradições orientais na umbanda é bem forte nos centros que cultuam a linha do oriente. Os elementos orientais mais visíveis são aqueles herdados do budismo, hinduísmo e confucionismo.
Além da imagem bonachona do mestre Buda, que a todos abençoa com ares enigmáticos, o budismo se faz presente nos rituais de umbanda através das oferendas de frutas e flores e pela aplicação dos ensinamentos de amor incondicional e da tranqüila aceitação das vicissitudes irreparáveis da vida, não apenas como purgação de pecados passados, mas como reveladoras de ensinamentos espirituais.
Da filosofia hindu, através da obra de Kardec, incorporaram-se os fundamentos da lei do karma, conforme consta das escrituras védicas, às quais o espírita francês teve acesso antes de formular sua doutrina. Mais recentemente, elementos da ioga têm sido igualmente absorvidos pela umbanda de tendência mais esotérica, epitomados em técnicas para a desobstrução dos sete chakras.
Do confucionismo, percebe-se a influência de conceitos como o Tao, ou caminho do meio, a ser alcançado pelo equilíbrio entre os opostos; a isto soma-se o uso do I-Ching, tradicional oráculo chinês, em sessões de consulta divinatória.
 
 
 
 
 
 

Oração para o Povo do Oriente

Salve ó Bandeira Branca, Salve São João Batista, Salve estrela de David, e seus seis lados, Mestre Jesus, Buda, Sta. Maria Madalena, Sta. Sara Kali, São
Lázaro, arcanjos, serafins, querubins, anjos protetores nos auxiliem neste momento, nesta corrente de luz, rogai ao Arquiteto do universo, a Alá, em nosso favor
e, levai nossos pedidos para que eles sejam aceitos.

São Miguel, São Rafael, São Gabriel, Baltazar, Melchior, Gaspar, Reis do oriente, venham nos ajudar forças egípcias, chinesas, indianas, árabes, ciganos, beduínos, videntes, profetas, magia de ponto, de pó, astrologia, pura manifestação das almas batizadas em águas sagradas.

Salve o Povo do Oriente!

Salve os quatro cantos do mundo!

Guerreiros, reis, príncipes, Santos e Santas do bem, doutores de branco, doutores da lei, mandamentos sagrados, sangue, suor, vitória de homens coroados.

Baptista é quem nos comanda, fonte de pura energia, pirâmides preciosas, rosas brancas no deserto, luz em nossas vidas, amparo de almas, linha branca bendita.
 
A Linha do Oriente é parte da herança da Umbanda brasileira. Ela é  composta por inúmeras entidades, classificadas em sete  falanges e  maioritariamente de origem oriental. Apesar disso, muitos espíritos desta Linha podem apresentar-se como caboclos ou pretos velhos.

 O Caboclo Timbirí (caboclo japonês) e Pai Jacó  (Jacob do Oriente, um preto velho bastante versado na Cabala Hebraica), são os casos mais conhecidos.  Hoje em dia, ganha força o culto do Caboclo Pena de Pavão,entidade que trabalha com as forças espirituais divinas de origem indiana.

Mas nem todos os espíritos são orientais no sentido comum da palavra.  Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (índio, português e  africano).

A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradições budistas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro.  Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a freqüentar  a Umbanda e trouxeram seus ancestrais e costumes mágicos.

 Antes destas datas, também era comum nesta Linha a presença dos queridos espíritos ciganos, que possuem origem oriental. Mas tamanha foi a simpatia do povo umbandista por estas entidades, que os espíritos criaram uma "Linha" independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos. Hoje a influência do Povo Cigano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.

Existem muitas maneiras de classificar esta Linha e este pequeno artigo,  não pretende colocar uma ordem na maneira dos umbandistas estudarem esta  vertente de trabalho espiritual.  Deixo a palavra final para os mais  velhos e sábios, desta belíssima e diversificada religião. Coloco aqui  algumas instruções que colhi com adeptos e médiuns  afinados com a Linha do Oriente.

Namaste e Salve o Oriente!

CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:

Lugares preferidos para oferendas: As entidades gostam de colinas  descampadas, praias desertas, jardins reservados (mas também recebem
oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).

• Cores das velas:Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca.

• Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com  mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto.

• Tabaco: Fumo para cachimbo ou charuto.Também utilizam cigarro de cravo.

 • Ervas e Flores: Alfazema, todas as flores que sejam brancas, palmas amarelas, mon¬senhor branco, monsenhor amarelo.

• Essências: Alfazema, olíbano, benjoim, mirra,  sândalo e tâmara.

• Pedras: Citrino, quartzo rutilado, topázio imperial (citrino tornado amarelo por aquecimento) e topázio.

• Dia da semana recomendado para o culto e oferendas semanais: Quinta-feira.

• Lua recomendada (para oferenda mensal): Segundo dia  do quarto minguante ou primeiro dia da Lua Cheia.

 • Guias ou colares: Colar com cento e oito contas  (108), sendo 54 brancas  e 54 amarelas. Enfiar seqüencialmente uma branca e uma
 amarela. Fechar com  firma branca.  As entidades indianas também utilizam o  rosário de  sândalo ou tulasi de 108 contas (japa mala). Algumas
 criam suas próprias guias, segundo o mistério que trabalham.



CLASSIFICAÇÃO DA LINHA DO ORIENTE

Suas Falanges, Espíritos e Chefes:

01 - Falange dos Indianos: 

 Espíritos de antigos sacerdotes, mestres, yogues e etc.  Um de seus mais  conhecidos integrantes é Ramatis.  Está sob a chefia  de Pai Zartu.



02 - Falange dos Árabes e Turcos:

Espíritos de mouros, guerreiros nômades do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc...  A maioria é muçulmana. Uma Legião está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da
Umbanda a  miteriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruê.



03 - Falange dos Chineses, Mongóis e outros Povos do Oriente: 

Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curiosamente, uma Legião está integrada por espíritos de origem esquimó, que trabalham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia negra.
Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.


04 - Falange dos Egípcios:

Espíritos de antigos sacerdotes, sacerdotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí.


O5 - Falange dos Maias, Toltecas, Astecas e Incas:

Espíritos de xamãs, chefes e guerreiros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.


06 - Falange dos Europeus:

Não são propriamente do Oriente, mas integram esta Linha que é bastante sincrética. Espíritos de sábios, magos, mestres e velhos guerreiros de origem européia: romanos, gauleses, ingleses, escandinavos, etc. Sob a
chefia do Imperador Marcus I.


07 - Falange dos Médicos e Sábios:

Os espíritos desta Falange são especializados na arte da cura, que é integrada por médicos e terapeutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimatéia.



ALGUNS PONTOS CANTADOS  E SUA MAGIA

 Aqui reproduzo alguns Pontos Cantados, mas destaco a sua  eficácia mântrica  e não somente invocatória.  Ou seja, nesta Linha os Pontos podem ser usados como mantras com finalidades específicas, independente de servirem para chamar as entidades para o trabalho de caridade no Centro ou Terreiro.
 Neste caso, os Pontos devem ser acompanhados das respectivas oferendas
(veja abaixo).

PONTO DO POVO HINDU 

• para afastar energias negativas diversas.

Oferenda:
velas amarelas – 3, 5 ou 7, flores amarelas ou brancas e incenso de flores (rosa, verbena, etc...), colocados dentro de  uma estrela de seis pontas, hexagrama, traçada no chão com pemba amarela.

Ory já vem, 
Já vem do oriente
A benção, meu pai,
Proteção para a nossa gente.
A benção, meu pai,
Proteção para a nossa gente.

PONTO DO POVO TURCO

• para afastar os inimigos pessoais ou da religião umbandista.

Oferenda:
velas brancas – 3, 5 ou 7 e charutos fortes,dentro de uma estrela de cinco pontas, pentagrama, traçado no chão com pemba branca.  Jamais ofereça bebida alcoólica a este Povo.

Tá fumando tanarim,
Tá tocando maracá.
Meus camaradas, ajudai-me a cantar,
Ai minha gente, flor de orirí
Ai minha gente, flor de orirí.
Em cima da pedra
Meu pai vai passear, orirí.

PONTO DO POVO ESQUIMÓ

 - para afastar os inimigos ocultos e destruir forças maléficas.

Oferenda:* velas rosas – 3, 5 ou 7, pedacinhos de peixe  defumado em um  alguidar, tudo dentro de um círculo traçado no chão com pemba rosa. 

Salve o Polo Norte
Onde tudo tudo é gelado,
Salve Povo Esquimó
Que vem de Aruanda dar o recado.
Salve a Groenlândia,
Salve Povo Esquimó
Que conhece a lei de Umbanda.

PONTO DO POVO GAULÊS

 • para as lutas e necessidades diárias.

Oferenda: 
velas brancas – 3, 5 ou 7, cerveja branca ou vinho tinto, tudo dentro de uma cruz traçada no chão com pemba verde.

Gauleses, Oh gauleses, 
Somos guerreiros gauleses.
Gauleses, Oh gauleses
São Miguel está chamando.
Gauleses, Oh gauleses,
Somos guerreiros de Umbanda,
Gauleses, Oh gauleses,
Vamos vencer demanda.

PONTO DO POVO ASTECA 

 • para buscar a sabedoria espiritual.

Oferenda : 
nove velas alaranjadas, milho, fumo picado, tudo dentro de um círculo traçado no chão com pemba branca.

Asteca vem, Asteca vai
Nosso povo é valente,
Tomba, tomba e não cai...

(cantar nove vezes)

PONTO DO POVO CHINÊS

• para proteção diante de situações muito graves.

Oferendas:
Sete velas vermelhas (é a cor preferida deste Povo), arroz cozido sem sal, vinho branco, tudo dentro de um círculo traçado no chão com pemba vermelha.

Os caminhos estão fechados
Foi meu povo quem fechou,
Saravá Buda e Confúcio
Saravá meu Pai Xangô.
Saravá Povo Chinês,
Que trabalha direitinho,
Saravá lei de Quimbanda,
 Saravá, eu fecho caminho.

 Curioso Ponto Cantado do Caboclo Timbirí – onde ele afirma sua origem japonesa.

ANTIGO PONTO DE TIMBIRÍ

Marinheiro, marinheiro,

olha as costas do mar...

É o japonês, é o japonês !

Olha as costas do mar.

 Que vem do Oriente !








Linhas de Umbanda

Linhas de Umbanda
Introdução


        Desde a origem da religião ouvimos falar de “Sete Linhas de Umbanda” e cada um ensinou o que era sete linhas da sua forma, mas ninguém havia ensinado o que é a essência das sete linhas que absorve em si todas as formas.
        A espiritualidade através da mediunidade de Rubens Saraceni nos esclareceu que as Sete Linhas de Umbanda são as sete vibrações de Deus, pois tudo ele cria de forma sétupla, como as sete cores do arco íris em sintonia com nossos sete chacras.
      
  Isto é essência pois na forma: 

para os que acham que sete linhas de Umbanda são Sete Orixás, dizemos sete Orixás são manifestadores de sete vibrações, 

para os que acham que sete linhas de Umbanda são sete santos católicos, dizemos sete santos se manifestam em sete vibrações,

para os que dizem que sete linhas de Umbanda são sete cores do arco íris e dizemos sete cores do arco íris é a manifestação visual das sete vibrações de Deus, 

para os que acham que sete linhas de Umbanda são sete arcanjos, voltamos mais uma vez em sete vibrações de Deus, pois sete linhas também não cabe em uma forma mas são sim a essência de tantas interpretações. 
       
        Quando encontrar alguém discutindo quais são as verdadeiras sete linhas de umbanda lembre-se disso: estão discutindo sobre a forma e a forma pouco importa, cada um faz sob o seu ponto de vista o que importa é a essência.
 
 






Sete Vibrações e Manifestações Mediúnicas

     Vovó Maria Conga nos ensina: "Orixás são vibrações cósmicas. As forças sutis que propiciam a manifestação da vida em todo o Universo têm a influência dos orixás, como se fosse o próprio hálito de Deus. Por isso se diz que a própria natureza manifesta na Terra, por meio dos elementos fogo, água, terra e ar, é a concretização das vibrações dos orixás aos homens, embora não sejam em si essas energias, mas são imanadas deles, os orixás. É preciso compreender que existem vários planos vibratórios no Cosmo e que Deus, em Sua benevolência e infinito amor, em todos Se manifesta por meio de vibrações próprias a cada dimensão. É como se os orixás fossem regentes ou senhores das energias em cada universo dimensional manifestado, mas não as próprias energias.
    Neste momento, trazer esclarecimentos os mais simples possíveis. Os orixás são vibrações expressas, que têm comprimento e freqüência e que um dia a Física da Terra vai descortinar. É por causa do misterioso, do "inatingível" para a maioria, que se criou tantas desavenças e discórdias na história espiritual e religiosa dos homens. Respeitamos todas as formas de entendimento disponíveis dos orixás, mas não podemos concordar com as personalidades agressivas, volúveis, sensuais, vingativas, e as histórias humanas de paixão e dor, tragédias e desavenças, de assassinatos e traições, que foram utilizadas pela tradição oral de transmissão de conhecimento do panteão africanista mais remoto, e que para muitos definem o que sejam os orixás até os dias atuais".
    Continuemos com o sábio pensamento desta preta velha amiga: "Sabemos que existem traços comportamentais e psíquicos em comum que se formaram ao longo do tempo no inconsciente dos homens estão e que simbolizam essas vibrações  cósmicas enquanto manifestas na vida humana, pois em todos os homens estão as potencialidades dos orixás em todos os planos da vida do Criador, já que nos é destinado o retorno avesse Todo, pois somos unidades provindas desse manancial absoluto no Universo, que é Deus. Como todos esses planos  dimensionais estão nos filhos, podemos afirmar que os orixás tem grande influência nos comportamentos humanos.

Com a permissão do amado “Li-Mahi-Am-Seri-yê”, mago regente da tradição natural’.

Temos visto muitos comentários a respeito do Setenário Sagrado. Cada religião o interpreta segundo sua teogonia, na qual ele assume características as mais diversas, em acordo com as qualidades divinas que mais se identificam ou são identificadoras das divindades idealizadas como arquétipos ideais para o nível cultural e religioso de uma coletividade unida por afinidade em muitos sentidos.
Uns o simbolizam como os sete raios, outros como os sete sentidos, as sete virtudes, os sete dons naturais, os sete princípios, etc.
Todos estão certos, pois em todas essas classificações ele, o Setenário Sagrado, se encontra e por meio delas flui de alto a baixo.
Mas o estudo do Setenário nos leva até um nível onde o encontramos no estado original e o concebemos como as sete essências divinas.
São essências vivas que nos vivificam e nos fornecem energias puras que sustentam nossas concepções a respeito do Divino Criador.
O Setenário Sagrado não é uma ‘entidade’ abstrata criada pelo homem. Não, ele existe; manifesta-se e nos alcança através dos muitos níveis vibratórios. Sua atuação processa-se de vários modos:

- vibrações mentais,
- vibrações sonoras,
- vibrações energéticas,
- vibrações magnéticas, etc.

As vibrações mentais despertam nos seres a necessidade de avançar (evoluir).
As vibrações sonoras despertam a necessidade de compreender os chamamentos divinos.
As vibrações energéticas estimulam os seres a moverem-se através dos sentidos.
As vibrações magnéticas atraem, direcionam ou redirecionam os seres nas sendas evolutivas.
Muitos outros modos de alcançar-nos ele possui, mas estes quatro já são suficientes para que possamos comenta-lo de forma compreensiva.
O Setenário Sagrado é a manifestação de Deus que nos chega através das essências originais:

- Essência cristalina,
- Essência mineral
- Essência vegetal,
- Essência ígnea,
- Essência eólica,
- Essência telúrica,
- Essência aquática.

Mediunidade

A mediunidade é a capacidade que todos nós temos, em maior ou menor grau e tipos diferentes, de servirmos de veículo de comunicação entre o plano físico e o plano espiritual.

 A mediunidade é a principal ferramenta utilizada no umbanda em seus trabalhos, pois através desta, os médiuns (pessoas que fazem uso direto da mediunidade) exercem poder de cura, aconselhamento e de realização espiritual para aqueles que buscam auxílio. Através dela, ocorre o contato com os mestres espirituais; e também através dela, sanamos as nossas deficiências, nos evoluindo pela prática da caridade que ela nos oferece, no intuito de diminuir as nossas dívidas para com a humanidade. Um dom. Uma missão.

A mediunidade pode ficar latente durante toda a vida e não causar maiores problemas, ou pode "explodir", causando transtornos na saúde, na vida sentimental e na vida profissional, dependendo da sensibilidade do médium, o que varia de pessoa para pessoa.
Devemos esclarecer, entretanto, que não é a mediunidade que causa esses transtornos e sim o comportamento irregular que a pessoa passa a ter, uma vez que fica sem autocontrole, instável emocionalmente, e captando vibrações nem sempre boas, das pessoas com quem convive e dos ambientes que freqüenta. Tudo isso contribui para que a pessoa se indisponha com seus entes mais queridos, se indisponha no seu ambiente de trabalho e, muitas vezes, perca a sua boa saúde anterior, já que normalmente assumirá um estado mental negativo.
A mediunidade é um dom que precisamos aprender a controlar e que precisa ser disciplinada. E para controlarmos esse processo, fazemos muitas vezes uso do "Desenvolvimento Mediúnico".

 
PRINCIPAIS SINTOMAS DA MEDIUNIDADE
 
a) Sintoma clássico: suor excessivo nas mãos e axilas, principalmente nas mãos. As mãos ficam molhadas, quase geladas. Os pés também podem ficar gelados; as maçãs do rosto muito vermelhas e quentes; as orelhas ardem.
 
b) Depressão psíquica: a pessoa fica totalmente instável, passando de uma grande alegria para uma profunda tristeza sem motivo aparente. Fica melancólica e sente uma profunda solidão. É como se o mundo todo estivesse voltado contra ela. É facilmente irritável e, nessa fase, ela vai ferir com palavras e gestos aqueles que mais gosta.
 
c) Alterações no sono: sono profundo ou insônia. A insônia é provocada pela aceleração no cérebro devida à vibração. Os pensamentos voam de um assunto para outro, incontroláveis, e a pessoa não consegue dormir. O sono profundo é devido à perda de ectoplasma, de força vital. Há um enfraquecimento geral do organismo e as vibrações da pessoa são reduzidas.
 
d) Perda de equilíbrio e sensação de desmaio: a perda de equilíbrio é uma sensação muito rápida. A pessoa pensa que vai cair e tenta se segurar em alguma coisa, mas a sensação termina antes que ela consiga fazer qualquer gesto. É extremamente desagradável. A sensação de desmaio normalmente ocorre quando a vibração abandona a pessoa bruscamente. Ela fica muito pálida e tem que sentar para não cair. Às vezes ocorre sensação de vômito ou de diarréia. Um copo de água com bastante açúcar e respiração pela narina direita normalmente bastam para contornar essa situação.
 
e) Taquicardia: comum em algumas pessoas. Há uma súbita alteração no ritmo dos batimentos cardíacos, fruto do aceleramento provocado pela vibração atuando.
 
f) Medos e Fobias: a pessoa fica com medo de sair sozinha, de se alimentar, de tomar remédios, pois acha que tudo lhe fará mal. Às vezes tem medo de dormir sozinha ou com a luz apagada. É muito comum, também, uma total insegurança em tudo o que vai fazer.
 
Todos esses sintomas tendem a desaparecer com a preparação espiritual e o desenvolvimento mediúnico, mas o tempo necessário ao desenvolvimento dependerá muito do grau de mediunidade, do interesse e da preparação espiritual do médium.
 
OS TIPOS MAIS COMUNS DE MEDIUNIDADE
 
Existem mais de 100 tipos de mediunidade, mas os mais comuns são os seguintes:
 
a) Intuição: é um tipo de mediunidade onde o médium recebe em seu pensamento, sob a forma de uma sugestão, mensagens provindas de um espírito. A intuição nem sempre deve ser seguida, a não ser que o médium consiga identificar a entidade que o está intuindo. Essa identificação, ele aprenderá a fazer no seu desenvolvimento pois cada entidade produz um sintonia diferente no organismo.
 
b) Incorporação: é a mediunidade em que o médium sintoniza a vibração da entidade e essa vibração toma conta de todo o seu corpo. A sintonia é mental e pode produzir uma incorporação parcial ou uma integral. Na incorporação parcial, o médium fica consciente, isto é, ele sabe que está ali, sente, observa, mas não domina o corpo nem controla o raciocínio. Perde, também, a noção de tempo e, embora tenha sido espectador de si mesmo, perde a noção de muita coisa que se passou, ao desincorporar. Na incorporação parcial pode haver uma quebra de sintonia ocasional, o que permitirá ao médium interferir na comunicação.
Na incorporação integral, o médium fica totalmente inconsciente, pois há uma perfeita sintonia com a vibração da entidade. Nesse caso, não há possibilidade de interferência e, ao desincorporar, o médium não vai se lembrar de nada do que se passou.

*Queremos esclarecer que a incorporação parcial é tão autêntica quanto a integral. O único problema é o médium não interferir, procurando se isolar e deixar que a entidade atue livremente. A esmagadora maioria dos médiuns (mais de 95%) trabalha em incorporação parcial e uma pequeníssima minoria (menos de 5%), em incorporação integral.
 
c) Vidência: é o tipo de mediunidade que permite, àquele que a possui desenvolvida, ver as entidades, as irradiações. Pode ser de três tipos: direta, intuitiva e focalizada.

Na vidência direta, o médium pode ver as entidades de quatro maneiras diferentes:

1 - na projeção, o médium vê apenas um facho de luz, uma coloração que depende da vibração atuante. Não vê forma humana, nem identifica a entidade.

2 - na parcial, o médium percebe uma forma humana ao lado de quem está trabalhando espiritualmente, mas ainda não dá uma perfeita identificação. Vê somente o contorno, a forma.

3 - no acavalamento, o médium vê a entidade por cima dos ombros de outro médium. Já percebe se é masculina ou feminina, se é caboclo ou preto velho ou outro falangeiro qualquer, se os cabelos são longos ou curtos, etc.
Muitos médiuns que tiveram esse tipo de vidência afirmam, por desconhecimento, que as entidades vistas possuíam mais de dois metros de altura, não percebendo que a entidade, vista acima dos ombros de outro médium, produziu uma falsa impressão de altura.

4 - no encamisamento, o médium vê a entidade toda, perfeita. Isso acontece na incorporação integral, quando a entidade toma conta do corpo de um outro médium.

Na vidência intuitiva, o médium vê apenas com a mente. Ele se concentra e recebe a imagem mental, por intuição.

Na vidência focalizada, o médium utiliza algum objeto para a vidência, como um copo d'água ou um cristal. As imagens aparecem no objeto de vidência.
 
*Muitas vezes os médiuns videntes vêem claramente, como nós vemos uma árvore ou um carro, um espírito; sem utilizar ferramenta nenhuma, senão os olhos.
 
d) Clarividência: é o tipo de mediunidade que permite ver fatos que ocorreram no passado e que ocorrerão no futuro. Os clarividentes podem ver os corpos astral e mental de outras pessoas, e tomar conhecimento da vida em outros planos espirituais. É um tipo de mediunidade difícil de ser encontrado.
 
e) Audição: o médium ouve uma voz clara e nítida nos seus ouvidos e dessa forma recebe as mensagens. Na audição, devemos ter o mesmo cuidado que temos na intuição, no que diz respeito à identificação de quem está dando a mensagem.
 
f) Transporte: é a capacidade de visitar espiritualmente outros lugares, enquanto o corpo físico permanece repousando tranqüilamente; o espírito se desliga do corpo e vai para o espaço. Esse transporte pode ser voluntário ou involuntário.
No transporte voluntário, o médium se predispõe a realizá-lo. Ele se concentra e se projeta espiritualmente a outros lugares, tomando conhecimento do que vê e do que ouve.
O transporte involuntário ocorre durante o sono. Todos nós nos desligamos do corpo físico durante o sono e entramos em contato com pessoas e lugares dos quais não nos recordamos ao acordar. Às vezes, recebemos nesses transportes soluções para os nossos problemas que, mais tarde, nos parecerão idéias próprias. A respeito, diz um ditado popular: "Para a solução de um grande problema, nada melhor que uma boa noite de sono".
 
g) Desdobramento: é um transporte em que o espírito do médium fica visível à outra pessoa. O corpo físico fica repousando, o espírito do médium se transporta a outro ambiente e, nesse ambiente, torna-se visível.
 
h) Psicografia: tipo de mediunidade muito comum, podendo ser intuitiva, semimecânica ou mecânica. É a capacidade de receber comunicações pela escrita.
Na psicografia intuitiva, o médium recebe as mensagens na mente e as passa para o papel. É pura intuição.
Na psicografia semi-mecânica, o médium, à medida que vai escrevendo, vai também tomando conhecimento do que escreve. O espírito atua, simultaneamente, na mente e na mão do médium.
Na psicografia mecânica, o espírito atua somente na mão do médium, que escreve sem tomar conhecimento da mensagem recebida.
Quando, ao invés de escrever, o espírito utiliza a mão do médium para pintar, esse tipo de mediunidade é chamado de psicopictografia.



 
 
RECOMENDAÇÕES AOS MÉDIUNS

1. Orar, sempre que possível, a fim de ficar em contato com Deus, pedindo-lhe que fortaleça seus guias e protetores para a prática da caridade;

2. Ler, nas horas de folga, um livro ou jornal instrutivo sobre a Umbanda, Espiritismo ou o Evangelho, assim reeducando o próprio espírito;

3. Fazer tudo para ter um dia calmo, sem aborrecimentos, nem discussões, preparando-se durante o dia para realizar bons trabalhos à noite no terreiro;

4. Nos dias de sessões, abster-se de carne, pois esta diminui o magnetismo, enfraquece o teor vibratório e desgasta as energias vitais, dificultando as incorporações;

5. Não se fanatize pelos cultos afro-brasileiros, evitando discussões estéreis, violentas ou exageradamente apaixonadas ou falando a todo instante a respeito de fatos relacionados com a Umbanda. Troque idéias nos momentos certos, em conversas sérias, em que haja interesse em se aprender algo útil;

6. A força de seus trabalhos em benefícios dos irmãos, depende do seu amor por eles. O lema a ser adotado é: "Amar e perdoar; aprender e servir";
Lembre-se: Trabalhar em prol do conceito da Umbanda é dever de todos nós.
 Fonte:   http://www.ceurubatan.hpg.ig.com.br/dicas.html


A PREPARAÇÃO DO MÉDIUM ANTES DA REENCARNAÇÃO

          Se o espírito ou ser desencarnado aceitou a faculdade mediúnica, faz-se necessário que se proceda ao preparo dele, afim de que possa manifestar ou revelar isso, no mundo dos encarnados, que provisoriamente vai ser o seu.

          Esse preparo começa pela parte moral, quando lhe é feito sentir tudo o que terá de sofrer ou passar em relação a esse dom e até mesmo quais os seres irmãos desencarnados que vão agir através de sua mediunidade.

          Estando esta parte moral kármica bem situada, segue-se o outro preparo, de caráter puramente energético.

          Sim, porque a condição moral-espiritual kármica quer  probatória(que serve de prova), evolutiva ou missionária em que os seres forem situados, em relação com a dita mediunidade, antes de ocuparem a forma humana, será posta em relevo, quanto ao
esforço próprio, isto é, serão bem advertidos de que reajustes, benefícios e êxitos ficarão na dependência de seus esforços, da força de vontade que devem usar ou ter para vencer.

          É lhes mostrado, também, como essa faculdade medianímica, se revelando em benefícios, em caridade sobre os outros, trará a seus karmas, pela lei do é dando que se recebe, os elementos que se incorporarão às aquisições positivas, no caminho da evolução.

          Assim, essa dupla condição de ser veículo dos espíritos, dada a forma de um dom, é, em primeiro lugar, uma condição espiritual especial, dotada ao ser, antes de encarnar e que se afirma durante a gestação.

          Isso, de modo geral, mas, excepcionalmente, pode ser conferido depois, no encarnado já adulto.

          Acreditamos que o ser não encarnado trava conhecimento com os espíritos que através de sua mediunidade obterão a evolução, firmando desta forma, antes mesmo do seu nascimento, um pacto de ajuda mútua.